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300 Anos Da Era Industrial À Nossa Dependência Dos Combustíveis Fósseis



"Se não fizermos nada ainda chegaremos a um futuro pós-carbono, mas ele será negro. Contudo, se planearmos a transição, podemos ter um mundo que apoie comunidades robustas de pessoas saudáveis, criativas e ecossistemas com milhões de outras espécies. De uma maneira ou de outra, vamos entrar numa jornada única.”
Qual É A Solução?

Abreviadamente o Instituto Pós-Carbono recomenda,
"precisamos de viver dentro do orçamento da Natureza de recursos renováveis a ritmos de renovação natural.”
Eles sugerem adicionalmente o seguinte:
  • "Aprender a viver sem combustíveis fósseis.”
  • “Adaptar-nos ao fim do crescimento económico como o conhecemos.”
  • “Apoiar 7 biliões de humanos a estabilizar a população a um nível sustentável.”
  • “Lidar com o nosso legado de destruição ambiental.”
Temos Escolha?

O Instituto Pós Carbono argumenta o seguinte:
"Fontes de energia alternativa são importantes, mas nenhuma consegue substituir totalmente os combustíveis fósseis com o tempo que temos.”
“Desenhámos e construímos nossa infraestrutura de transporte de electricidade e cultivo para se ajustar ao petróleo, carvão e gás. Mudar para fontes energéticas diferentes irá necessitar que redesenhemos cidades e processos de fabrico.”
“Teremos de repensar alguns dos nossos valores culturais. Nenhum dos nossos problemas globais consegue ser lidado em isolamento e muitos não conseguem ser totalmente solucionados.”
“Temos de nos preparar para os negócios como não é habitual.”

A Hora de Agir: Crescimento Económico Contínuo Conduzirá Ao Colapso




“A terra está cheia. Ela está cheia de nós, cheia das nossas coisas, cheias do nosso desperdício, cheia das nossas exigências, sim, somos uma espécie brilhante e criativa mas criámos um bocadinho demasiadas coisas, tanto que a nossa economia é agora maior que o seu anfitrião, o nosso planeta…”
~ Paul Gilding, escritor independente e conselheiro sobre sustentabilidade.

As citações são da TED talk sobre sustentabilidade.

Uma Mensagem Familiar Com Pouca Atenção Dada
Não é nada de novo o que advoga e cientistas estão a alertar que o nosso consumo está descontrolado no nosso planeta. Contudo, pouco é feito para nos educar, as várias populaças do planeta, que os nossos presentes níveis de consumo são prejudiciais para a futura sobrevivência da nossa espécie, outras espécies e o planeta como um todo.

Como Gilding diz,
“Estamos a consumir através do nosso capital, ou, a roubar do futuro… o que significa que a nossa economia é insustentável … quando as coisas são insustentáveis elas param.”
Apaixonados Com Uma Ideia Louca
“Quando pensamos sobre o crescimento económico parar fizemos, ‘isso não é possível,’ porque crescimento económico é tão essencial para a nossa sociedade que é realmente questionado… é baseado numa ideia louca, a ideia louca sendo que podemos ter crescimento infinito num planeta finito… Estou aqui para vos dizer que o Imperador não tem roupas, que a ideia louca é precisamente essa: É louca.”
Gilding dá um contra argumento:
“Mas precisamos de crescimento. Precisamos dele para solucionar a pobreza. Precisamos dele para desenvolver a tecnologia. Precisamos dele para manter a estabilidade social.”
Sua resposta:
“Acho este argumento fascinante, como se, conseguíssemos de certa forma vergar as regras da física para ajustar as nossas necessidades… a terra não quer saber do que precisamos. A Mãe Natureza não negocia. Ela simplesmente dispõe as regras e descreve consequências e estes não são limites esotéricos. Isto trata-se de comida e água, solo e clima, os alicerces básicos práticos e económicos das nossas vidas.”
As Especificidades Da Crise do Crescimento
Muitos de vós pensarão: ‘Mas seguramente conseguimos ainda parar isto. Se é tão mau, vamos reagir.’ Pensemos essa ideia.
  • Tivemos 50 anos de alertas.
  • Tivemos a ciência a provar a urgência da mudança.
  • Tivemos paralisação económica apontando que não só não nos podemos dar ao luxo disso, é mais barato agir antes.
E ainda assim a realidade é que fizemos praticamente nada para mudar o curso. Nem sequer estamos a abrandar.” 
Não estamos a agir. Não estamos sequer perto de agir. E não vamos agir até que a crise atinja a economia e é por isso que o fim do crescimento é o assunto central e o evento para o qual precisamos de nos preparar.”
A Falta De Uma Perspectiva Integral
“Então, quando começa esta transição, quando é que este colapso começa? Na minha visão ele já vem bem a caminho. Sei que maioria das pessoas não vêem isto desta maneira. Temos tendência para olhar para o mundo, não como um sistema integral que ele é, mas como uma série de problemas individuais. 
Vemos erradamente cada um destes assuntos como problemas individuais a serem solucionados. Na realidade, é um sistema no processo doloroso de se desmoronar.”
Mudança Requer Que Todos Trabalhem Juntos
“Somos mais de capazes de superar tudo o que vem aí… quando sentimos medo e sentimos perda, somos capazes de coisas bem extraordinárias… Certamente não há barreira económica ou técnica no caminho… a única coisa que precisamos de mudar é como pensamos e como sentimos e é aí que você entra… podemos ser mais. Podemos ser muito mais. 
… Podemos escolher este momento de crise e questionar e responder às grandes questões da evolução da sociedade. Como, o que queremos ser quando crescermos quando passarmos esta adolescência trapalhona em que pensamos que não há limites e sofremos de ilusões de imortalidade? 
… Podemos fazer o que precisamos de fazer mas isso vai necessitar… todo e cada um de nós. Esta pode ser a nossa melhor hora.”

Está Na Hora De Olhar Além Capitalismo Para Uma Nova Ordem Social?


"Está na hora de olhar além capitalismo para uma nova ordem social que nos permita viver dentro de um sistema que podia ser responsável, justo e humano?”
O Professor David Harvey, PhD, investiga para
"perceber o papel das crises na história inteira do capitalismo e o que é específico e especial sobre a crise desta vez” ao olhar para “as contradições internas da acumulação de capital.”

Uma Contradição Interna Da Acumulação De Capital
"Lucros financeiros nos Estados Unidos estavam em alta depois dos anos 90” enquanto “lucros na produção estavam a descer … consegue ver o desequilíbrio … você lixou a indústria para manter os financeiros felizes,” e como resultado “a riqueza dos ricos … foi acelerada.”
Como Aconteceu Isto?
  1. "Desde os anos 70, temos estado numa fase a que chamamos repressão de vencimentos.”
  2. "Se você diminuir vencimentos, de onde virá a sua procura?”
  3. "A resposta foi, bem … tirem para fora os vossos cartões de crédito.”
Capitalismo Nunca Soluciona As Suas Crises Problemáticas, Ele Movimenta-as Geograficamente
"A partir disto vem uma teoria que é muito, muito importante: que o capitalismo nunca soluciona as suas crises problemáticas, ele movimenta-as geograficamente.”
Por outras palavras,
"você teve uma crise financeira … de certo modo solucionou-a mais ou menos, mas … às custas de uma crise de dívida soberana!”

Como Criamos Valor Comercial?



"Não inventei nada de novo. Simplesmente reuni as descobertas de outros homens por trás dos quais se encontravam séculos de trabalho... 
Progresso acontece quando todos os factores que foram feitos para ele estão prontos e então ele é inevitável."

~ Henry Ford

Na nossa sociedade de modo a criarmos valor monetário sobre determinado produto ele tem de cumprir algumas condições aos olhos do mercado ou do comprador, a mais importante sendo, que ele tem de ser escasso. Por outras palavras, nós adoramos a autenticidade, a originalidade, embora como vamos ver de seguida não há tal coisa, esta ideia pode assustar a maioria de nós mas a sua razão é sobretudo natural e tem a ver com a nossa evolução enquanto espécie e a construção da nossa sociedade.

Toda uma indústria e o inteiro sistema financeiro comercial está assente e foi fundado sobre esta ideia acerca da originalidade e plágio, toda uma panóplia de organizações que existem para preservar a titularidade de uma coisa que nunca é ou será nossa, mas isto só revela a nossa profunda falta de conhecimento sobre como o mundo funciona realmente.

Somos hipócritas, porque colhemos louros sobre coisas que não nos pertencem nem nunca nos vão pertencer. Contudo, a evolução da espécie trouxe consigo coisas como a Internet, o P2P e a investigação cientifica levou-nos a descobrir que afinal havia algo mais que não sabíamos..


"Ó céus, como é indescritivelmente divertido e grotescamente idiota essa farsa do plágio! Como se houvesse muito de alguma coisa em qualquer declaração humana, oral ou escrita, excepto o plágio! O cerne, a alma, vamos adiante e digamos a substância, o núcleo, o próprio e valioso material de todas as declarações humanas, é o plágio. Pois substancialmente todas as ideias são em segunda-mão, consciente e inconscientemente extraídas de um milhão de fontes externas e usadas diariamente pelo usuário com um orgulho e satisfação nascidas da superstição que ele as originou, ao passo que não há um trapo de originalidade nelas excepto pequena descoloração que elas recebem do seu calibre moral e mental e seu temperamento e que são reveladas nas características da fraseologia. Quando um grande orador faz um grande discurso estás a escutar dez séculos e dez milhares de homens, mas chamamos-lhe o seu discurso e realmente certa porção excepcionalmente pequena dele é. Mas não o suficiente para significar. É meramente um Waterloo. É a batalha de Wellington, a certo grau e chamamos-lhe seu, mas há outros que contribuíram. Levam mil homens para inventar o telégrafo, ou uma máquina a vapor, ou o fonógrafo, ou um telefone ou qualquer outra coisa importante e o último homem recebe o crédito e esquecemos os outros. Ele adicionou a sua pequena contribuição, foi tudo o que fez. Estas lições objectivas devem ensinar-nos que noventa e nove partes de todas as coisas que avançam do intelecto são plágios, puros e simples e a lição deve ser nos tornar mais modestos. Mas nada consegue fazer isso." 
~ Mark Twain, Carta de Mark Twain a Helen Keller


"Criatividade não é magia: ela acontece ao aplicar ferramentas vulgares de pensamento a materiais existentes. E o solo no qual cultivamos a nossa criatividade é algo que desprezamos e não compreendemos embora ele nos dê tanto, e ele é… copiar." ~ Kirby Ferguson 
"Criatividade é só ligar as coisas. Quando pergunta a pessoas criativas como elas fizeram algo, elas sentem-se um pouco culpadas porque não o fizeram realmente, elas só viram algo. Parecia óbvio para elas passado um pouco." ~ Steve Jobs 
"Como pode ser que você fala com alguém e é feito num segundo? Mas É feito num segundo, é feito num segundo e 34 anos. É feito num segundo e cada experiência, cada filme e cada coisa na minha vida que está na minha cabeça." ~ Paula Scher 
"Nós criamos o novo geralmente não através de certo momento de loucura de inspiração fantasiado nos contos dos antigos gregos nas saunas (embora as condições para isto possam ser forçadas para a existência), mas ao juntar coisas que normalmente não andam juntas, ao pegar em disciplinas (ou áreas curriculares) e ver o que acontece quando elas são forçadas para uma colisão não antecipada. 
A mente no seu melhor, é uma máquina de fazer padrões, envolvida na tentativa perpétua de impor a ordem no caos, ao fazer elos entre entidades ou ideias dispares de modo a melhor compreender nenhuma ou ambas. É a habilidade de avistar potencial no produto de conectar coisas que normalmente não andam juntas que marca a pessoa (ou professor) que é verdadeiramente criativa." ~ Phil Beadle 
"Descobri que todas as posições sobre as quais os homens baseiam suas crenças são profundamente influenciadas por pequenas, frequentemente imperceptíveis experiências que lentamente se acumulam para formar uma soma total de escolhas e decisões." ~ Alvin Lustig 
"Ideias causam ideias e ajudam a evoluir novas ideias. Elas interagem umas com as outras com outras forças mentais no mesmo cérebro, em cérebros vizinhos e graças à comunicação global, em cérebros longínquos, estranhos." ~ Roger Sperry 
"Ideias retiveram algumas das propriedades dos organismos. Como eles, elas têm tendência a perpetuar sua estrutura e se reproduzir: elas também se conseguem fundir, recombinar e segregar o seu conteúdo." ~ Jacques Monod 
"Exemplos de memes são melodias, ideias, frases fáceis, modas de vestuário, modos de fazer panelas ou de construir arcos. Tal como os genes se propagam a si mesmos no banco genético ao saltarem de corpo para corpo via esperma ou óvulos, também os memes se propagam a si mesmos no banco de memes ao saltarem de cérebro para cérebro via um processo o qual, no sentido mais amplo pode ser chamado de imitação." ~ Richard Dawkins, 1976 "O Gene Egoísta"  


"O grande condutor da inovação cientifica e tecnológica [nos últimos 600 anos tem sido) o aumento na nossa habilidade de sairmos e trocarmos ideias com outras pessoas e usarmos os palpites de outras pessoas e os combinar com os nossos palpites e os tornarmos algo novo." ~ Steven Johnson, 2010 "De Onde Vêm as Boas Ideias" 
"Aqueles que não querem imitar nada, não produzem nada. " ~ Salvador Dali 
"Nossas mais originais composições são compostas exclusivamente de expressões derivadas de outras." ~ Alexander Graham Bell

"O cerne, a alma, vamos adiante e digamos a substância, o núcleo, o próprio e valioso material de todas as declarações humanas, é o plágio.” ~ Mark Twain
“Podemos escolher os nossos professores e podemos escolher os nossos amigos e podemos escolher os livros que lemos e a música que ouvimos e os filmes que vemos, etecétera. Você é uma mistura do que você deixa entrar na sua vida.” ~ Austin Kleon 
"Há uma teoria económica que se pegar nos vencimentos dos seus cinco amigos mais próximos e fizer a média deles, o número resultante estará bem próximo do seu próprio vencimento. Penso que a mesma coisa é verdadeira para os vencimentos de ideias. Só serás tão bom quanto as coisas com que te rodeias." ~ Austin Kleon 
"Nada é completamente original. Toda a obra dos artistas é edificada sobre o que veio antes. Cada nova ideia é apenas um remix ou uma mistura de duas anteriores ideias." ~ Austin Kleon 
"Nada é completamente original. Toda a obra dos artistas é edificada sobre o que veio antes. Cada nova ideia é apenas um remix ou uma mistura de duas anteriores ideias." ~ Austin Kleon 


Conclusão..



Assim, tal como tudo está ligado a tudo o resto e as ideias não são verdadeiramente originais porque passam de uma pessoa para a outra, devemos questionar então de onde veio tudo o resto?

Adicionalmente:

FOTO por opensourceway @ Flickr

Interligação Global Entre Pessoas E Nações - Um Facto da Vida


"Hoje, no nosso mundo moderno, devido à Internet, tudo está conectado a tudo. Somos agora interdependentes. Estamos agora engrenados como nações, como indivíduos, de uma maneira que nunca foi o caso anteriormente.”
~ Paddy Ashdown

O Diplomata veterano e Comandante de Cavalaria da Ordem do Império Britânico Paddy Ashdown descreve o período em que vivemos como
”..um desses períodos aterrorizadores da história em que o poder muda… E estes são sempre períodos acompanhados de turbulência e demasiado frequentemente por sangue.”
Mais notavelmente, Ashdown salienta que esta interligação global é um facto da vida, mas um que pode ser uma perspectiva aterrorizadora ou uma causa para celebração e paz, pois isso significa que todos compartilhamos um destino comum:

Interligação Global - Perigo:
"Se você apanhar Gripe Suína no México, é um problema para o aeroporto Charles De Gaul 24 horas mais tarde. 
A Lehman Brothers cai, a coisa toda colapsa. 
Há incêndios nas estepes da Rússia, motins alimentares na África. Estamos agora profunda, profundamente interligados. 
Costumava ser o caso de que se a minha tribo é mais poderosa que a sua tribo, eu estava seguro. O meu país mais poderoso que o seu país, eu estava seguro. A minha aliança, como a NATO, era mais poderosa que a sua aliança, eu estava seguro. Não é mais esse o caso.”
Interligação Global - Esperança:
"Se este é o caso que estamos agora engrenados juntos de uma maneira que nunca foi realmente anteriormente, então este é também o caso de que compartilhamos um destino uns com os outros. 
…O advento da interconectividade e das armas de destruição maciça significa que eu compartilho de um destino cada vez mais com o meu inimigo. 
Quando era diplomata a negociar tratados de desarmamento com a União Soviética, em Genéva nos anos 70, tivemos sucesso porque compreendemos que partilhávamos um destino com eles. Segurança colectiva não é suficiente. 
Paz chegou à Irlanda do Norte porque ambos os lados perceberam que o jogo de soma zero não funcionaria. eles compartilhavam um destino com os seus inimigos.”
Interligação Global - Esperança Para O Médio Oriente?
"Uma das grandes barreiras para a paz no Médio Oriente é que ambos os lados, tanto Israel e penso que os Palestinianos não compreendem que eles compartilham um destino colectivo.”
A Coisa Mais Importante Sobre O Que Você Pode Fazer É O Que Você Pode Fazer Com Outros
"Na era moderna, em que tudo está conectado a tudo, a coisa mais importante sobre o que você pode fazer … é o que você pode fazer com outros.”

Descontentamento e Insatisfação, Locomotores Do Progresso?


Wilde, Pessoa e também Ludwig Von Mises (já citado nesta pagina) tinham fundamentalmente razão. Isto é porque, o que promove o homem da inércia ao movimento é realmente a insatisfação.

Fazemos um cálculo se o estado de repouso compensa o esforço envolvido para alcançarmos novamente repouso ou, um estado melhor que o anterior, assim podemos afirmar que o que determina o movimento humano é essencialmente prazer.

Temos contudo algumas características especiais, porque podemos contemplar o passado e sobre o futuro, isso permite-nos abdicar da gratificação imediata e adiá-la por um benefício futuro melhor.


Foto via Philos
FB.com/philos.shofia

Comunidade: Uma Tecnologia Para Curar A Sociedade


“O melhor lugar para descobrir o que um homem é, é o coração do deserto. 
Teu avião se despenhou e caminhas durante horas, em direcção do pequeno forte em Nutchott. Esperas que as miragens da sede se abram perante ti. Mas chegas e descobres um velho sargento que esteve isolado durante meses entre as dunas e ele está tão feliz por ter sido encontrado que ele chora. E tu choras, também. Na arqueada imensidão da noite, cada um conta a história da sua vida, cada um oferece ao outro o fardo das memórias nas quais o laço humano é descoberto. Aqui dois homens se conseguem encontrar e eles doam prendas um ao outro com a dignidade de embaixadores.”
~ Antoine de Saint-Exupéry
As pistas estão todas ao nosso redor, porque nos problemas que se revelam podemos ver a sua solução e a sua origem, se pensarmos profundamente sobre as várias crises que se revelam na nossa sociedade conseguimos descobrir dois pontos comuns, que elas são globais e que elas são originadas pelos nossos relacionamentos. Na economia, na família, na educação, as crises sociais e na saúde, por exemplo, assim, abreviadamente podemos afirmar que todos os nossos problemas podem ser solucionados através da nossa conexão.

Tudo o que vemos ao nosso redor é na realidade um sintoma, um resultado de algo que tem vindo a ser perdurado na cultura ocidentalizada, os sistemas sociais, económicos, financeiros e outros são extremamente individualistas e coincidem com a nossa cisão com um factor que nos passou realmente despercebido, embora a maioria dos nossos sistemas sejam construídos através dele: a perda de comunidade.
Esta perda foi originada por um conjunto de factores entre eles o êxodo rural, não há uma necessidade de regressarmos a ele, apesar dos inegáveis benefícios de interagir com a Natureza, podemos trazer a comunidade para o meio citadino e com isso podemos perguntar, mas temos amigos e temos família, temos colegas de trabalho, porque então precisamos de uma comunidade?

Para responder a esta pergunta precisamos primeiro de saber os benefícios e a riqueza da comunidade.

Na sociedade pensamos geralmente que somos preenchidos pela compra de coisas, mas não compramos realmente coisas, compramos experiências, ou seja a experiência que determinado produto nos dá durante tempo limitado. A maioria dos produtos da era da informação é cada vez mais etérea, menos material.

Vendemos "conexão" nas telecomunicações mas a sensação de conexão é algo que não pode ser rentabilizado, é algo interior e é algo que devido à perda de comunidade é escasso e tentamos compensar com a grande maioria de produtos e experiências que compramos. Trocámos experiências interiormente gratificantes por produtos cuja gratificação termina assim que os obtemos.

Na presente crise queremos sobretudo ser valorizados e de sermos escutados sinceramente, sem julgamentos, mas para estarmos receptivos precisamos de valorizar, porque se não valorizarmos não vamos escutar independentemente da mensagem que nos estão a transmitir. Esta é na realidade a base de qualquer sociedade, a arte do debate democrático é baseado na capacidade de abdicar da nossa visão, fazer concessões para alcançar o consenso.

O meio para a cura social é a criação de pequenos círculos comunitários, cada grupo não deverá ter mais de 10 pessoas no máximo, de acordo com recentes pesquisas sobre atenção em salas de aula. Os grupos devem ser abertos à integração de novos participantes, isto permite-nos obter perspectivas sempre novas e a oportunidade de integrarmos com elas. A abordagem circular é terapêutica e também compatível com a visão global do mundo e pode ser aplicada em qualquer fundo, na educação, na empresa, na família, etc.

"Temos andado a brincar com as dádivas da tecnologia e da cultura, desenvolvendo estas dádivas. Mas agora estamos a chegar à idade adulta e é a hora de aplicá-las ao nosso verdadeiro propósito. No início, penso que será apenas curar os danos causados. E há muito para curar, na verdade.."
~ Charles Eisenstein

O seguinte é parte de um texto sobre um modelo para o desenvolvimento de comunitário da autoria de Charles Eisenstein, economista e líder comunitário.

Ele expõe principalmente os benefícios materiais da vida comunitária, embora hajam muitos mais benefícios de levar uma vida conectada, se queremos nos separar o cálculo baseado em lucrar dos outros que originou a presente crise, este tipo de abordagem não produzirá efeitos a longo prazo:
"Onde quer que eu vá e pergunte às pessoas o que falta nas suas vidas, a resposta mais comum (se elas não forem empobrecidas ou perigosamente doentes) é 'comunidade.' O que aconteceu à comunidade e porque não a temos mais? Há muitas razões, a estrutura dos subúrbios, o desaparecimento do espaço público, o automóvel e a televisão, a alta mobilidade das pessoas e empregos, e, se rastrear alguns níveis de 'porquês' abaixo, todos eles implicam o sistema monetário. 
Mais directamente dito: a comunidade é praticamente impossível numa sociedade altamente monetizada como a nossa. Isso é porque a comunidade é tecida com dádivas, que é derradeiramente porque as pessoas pobres frequentemente têm comunidades mais fortes que as pessoas ricas. Se você for financeiramente independente, então não depende realmente dos seus vizinhos, ou realmente de qualquer pessoa específica, para nada. Você pode simplesmente pagar a alguém para o fazer, ou pagar a outra pessoa para o fazer. 
Em tempos idos, as pessoas dependiam para todas as necessidades e prazeres da vida de pessoas que elas conheciam pessoalmente. Se você alienasse o ferreiro, cervejeiro ou médico locais, não haveria substituto. 
A sua qualidade de vida seria muito mais baixa. Se você alienava os seus vizinhos então pode não ter ajudado se tivesse uma entorse no tornozelo durante a época da colheita, ou se o seu celeiro tivesse ardido. A comunidade não era um acrescento à vida, ela era um modo de vida. 
Hoje, com ligeiro exagero, podíamos dizer que não precisamos mais de ninguém. Eu não preciso do agricultor que cultivou a minha comida, eu posso pagar a outrem para o fazer. Eu não preciso do mecânico que concertou o meu carro. Eu não preciso do camionista que comprou os meus sapatos na loja. Eu não preciso de qualquer das pessoas que produziram qualquer das coisas que uso. Eu preciso de alguém que faça o seu trabalho, mas não os indivíduos únicos. Eles são substituíveis e, pela mesma moeda, também eu sou.
Essa é uma razão para a superficialidade universalmente reconhecida de maioria das reuniões sociais. Quão autênticas podem elas ser, quando o saber inconsciente, 'Eu não preciso de ti,' rasteja sob a superfície? Quando nos juntamos para consumir, comida, bebida ou entretenimento, extraímos realmente as dádivas de alguém presente? Qualquer um consegue consumir. Intimidade vem da co-criação, não do co-consumo, como qualquer um numa banda lhe conseguirá dizer e é diferente de gostar ou desgostar de alguém. Mas numa sociedade monetizada, a nossa criatividade acontece em domínios especializados, por dinheiro. 
A comunidade é tecida de dádivas. Ao contrário do sistema de mercado de hoje, cuja escassez embutida incita a competição na qual mais para mim é menos para si, numa economia de dádivas o oposto é mantido. Porque as pessoas numa cultura de dádivas passam o seu excesso em vez de o acumular, a sua boa fortuna é a minha boa fortuna: quanto mais para si mais é para mim. Riqueza circula, gravitando para a maior carência. Numa comunidade de dádivas, pessoas sabem que suas dádivas eventualmente regressarão para elas, assim frequentemente sobre uma nova forma. Tal comunidade será chamada um "círculo da dádiva." 
Felizmente, o monetizar da vida alcançou o seu pico no nosso tempo e está a começar uma longa e permanente recessão (da qual a 'recessão' económica é um aspecto). Tanto por desejo e necessidade, estamos poisados num momento crítico de oportunidade para reclamar a cultura da dádiva e desta forma edificar verdadeira comunidade. A reclamação é parte de uma mudança maior da consciência humana, uma reunião maior com a natureza, terra, uns com os outros e partes perdidas de nós mesmos. Nossa alienação da cultura da dádiva é uma aberração e nossa independência uma ilusão. Não somos na realidade independentes ou 'seguros financeiramente', somos tão dependentes como antes, só que de instituições impessoais e estranhos, e, somos mais propensos a descobrir em breve, que estas instituições são muito frágeis." 
"O número ideal de participantes num círculo de dádiva é 10 a 20. Cada um se senta num círculo e diz uma ou duas necessidades que por turnos. No último círculo que presenciei, algumas das necessidades foram: 'uma boleia ao aeroporto na próxima semana,' 'alguém para remover um gradeamento,' 'madeira usada para construir um jardim,' 'uma escada para limpar o meu esgoto,' 'uma mota,' e 'mobília de escritório para um centro comunitário.' À medida que cada pessoa partilha, outras no círculo conseguem entrar para se oferecerem para partilhar a necessidade declarada, ou com sugestões de como a encontrar. 
Quando todos têm a sua vez, damos a volta ao círculo de novo, cada pessoa declara algo que ele ou ela gostaria de dar. Alguns exemplos da semana passada foram 'aptidões de design gráfico,' 'o uso das minhas ferramentas,' 'contactos no governo local para tratar de coisas,' e 'uma mota,' mas podia ter sido qualquer coisa: tempo, habilidades, coisas materiais, uma dádiva de algo directo, ou a dádiva do uso de alguma coisa (emprestar). Novamente, à medida que cada pessoa partilha, qualquer um pode falar e dizer, "Gostaria disso," ou "Sei de alguém que podia dar uso a isso." 
Durante ambas estas rondas, é útil ter alguém que anote tudo e envie as notas no próximo dia via email, ou numa página web, blogue, etc. Caso contrário é muito fácil esquecer quem precisa e oferece o quê. Também, sugiro anotar, na hora, o nome e o número de alguém que quer dar ou receber algo de\para si. É essencial dar seguimento, ou o círculo acabará por alimentar cinismo em vez de comunidade. 
Finalmente, o círculo pode fazer uma terceira ronda na qual as pessoas exprimem gratidão pelas coisas que receberam desde o último encontro. Esta ronda é extremamente importante porque na comunidade, o testemunho da generosidade dos outros inspira generosidade naqueles que estão a testemunhá-la. Isso confirma que este grupo está a dar uns aos outros, que as dádivas são reconhecidas, valorizadas e reciprocadas também. 
É tão simples quanto isso: necessidades, dádivas e gratidão. Mas os efeitos podem ser profundos. 
Primeiro, círculos de dádiva (e qualquer economia de dádiva, na realidade) consegue reduzir a dependência do mercado tradicional. Se as pessoas nos derem coisas que precisamos, não precisaremos de as comprar. Não será necessário apanhar um táxi para o aeroporto amanhã, e Rachel não terá de comprar madeira para o seu jardim. Quanto menos usamos dinheiro, menos tempo passaremos a tentar ganhá-lo e mais tempo teremos para contribuir para a economia de dádiva e então receber dela. É um círculo vicioso. 
Secundariamente, um círculo de dádiva reduz a nossa produção de lixo. É ridículo bombear petróleo, minar metal, fabricar uma mesa e a enviar para o outro lado do oceano quando metade das pessoas na cidade têm mesas velhas nas suas caves. É ridículo também que cada casa no meu bairro tenha um corta-relvas, que usam duas horas por mês, um soprador de folhas que usam duas vezes por ano, ferramentas que usam para um projecto ocasional e assim por diante. Se partilhássemos estas coisas, não sofreríamos perda de qualidade de vida. Nossas vidas materiais seriam tão ricas, contudo necessitariam de menos dinheiro e menos desperdício." 
"..A mesma transição para a dádiva está a caminho no reino social. Muitos de nós já não aspiram à independência financeira, o estado no qual temos tanto dinheiro que não precisamos de depender de ninguém para coisa alguma. Hoje, cada vez mais, ansiamos em vez disso por comunidade. Não queremos viver num mundo de comodidades, onde tudo o que temos existe pela meta principal de lucro. Queremos coisas criadas por amor e beleza, coisas que nos conectem mais profundamente às pessoas ao nosso redor. Desejamos ser interdependentes, não independentes. O círculo de dádiva e muitas novas formas da economia de dádiva que estão a surgir na Internet, são maneiras de reclamar os relacionamentos humanos do mercado. 
Seja natural ou social, a reclamação da riqueza comum baseada na dádiva não só acelera o colapso do sistema monetário dependente do crescimento, ela também mitiga a sua severidade. No presente momento, o mercado enfrenta uma crise, meramente uma de uma multiplicidade de crises (ecológicas e sociais) que estão a convergir sobre nós. Pelo tempo turbulento que está sobre nós, a sobrevivência da humanidade e a nossa capacidade de construir um novo tipo de civilização incorporando um novo relacionamento à terra e uma nova e mais conectada identidade humana, dependem destes restos da riqueza comum que somos capazes de preservar ou reclamar. Embora tenhamos feito graves danos à terra, vasta riqueza ainda permanece. Há ainda riqueza no solo, água, culturas e biomas deste planeta. Quanto mais persistirmos sob o status quo, menos dessa riqueza permanecerá e mais calamitosa a transição será. 
Num nível menos tangível, quaisquer dádivas que doemos contribuem para outro tipo de riqueza comum, um reservatório de gratidão que zelará por nós em tempos de turbulência, quando as convenções e histórias que ostentam a sociedade cívica se desmoronarem. Dádivas inspiram gratidão e generosidade é infecciosa. Cada vez mais, leio e escuto histórias de generosidade, desinteresse, até magnanimidade que me tiram a respiração. Quando testemunho generosidade, quero ser generoso também. Nos tempos vindouros, quereremos a generosidade, o desinteresse e a magnanimidade de muitas pessoas. Precisamos das dádivas uns dos outros como precisamos da generosidade uns dos outros para nos convidar a nós mesmos para o reino da dádiva. Em contraste com a era do dinheiro onde podemos pagar por tudo e não precisamos de dádivas,  em breve será abundantemente claro: precisamos uns dos outros."
~ Charles Eisenstein, Círculo de Dádivas
http://www.shareable.net/blog/a-circle-of-gifts 

Adicionalmente:







FOTO 1 por jairoagua @ Flickr
FOTO 2 por EmWilkinson @ Flickr

Economia Como Um Reflexo Das Relações Humanas


"Então como pode ser que os mercados bolsistas estejam a alcançar múltiplas vezes por ano altas quando o desemprego está a atingir baixas históricas? Num verdadeiro mercado bolsista, todos participam do lado bom, mas este mercado e a economia são conduzidos por aqueles que têm acesso ao financiamento dos bancos centrais. Abreviadamente, eles estão desconexos da realidade. Tal como uma peça de palco de David Copperfield, é uma grande ilusão. Temos o capitalismo sem capital ou mercados livres."
~ Steen Jakobsenhttp://www.economist.com/debate/days/view/929

Sabemos que confiança é a base de todos os relacionamentos humanos, na economia, educação, ciências e até na política. Quando confiança deixa de existir os relacionamentos se deterioram, tudo se desmorona e eventualmente dá lugar a outra coisa na nossa vida que ocupe o espaço dessa confiança, a que atribuímos a importância e valor que não atribuímos anteriormente.
"Se perdermos o amor e o respeito próprio uns pelos outros, é assim que finalmente morremos."~ Maya Angelou

Deu-se uma explosão de consumo colaborativo – a partilha de carros, apartamentos, competências através da web. Rachel Botsman explora a moeda que faz funcionar sistemas como o Airbnb e TaskRabbit: confiança, influência e o que ela chama de "capital de reputação".




Há um elo entre pobreza e confiança?


"Países nos quais confiança é elevada têm governos eficientes, eles têm estruturas sociais muito apertadas, pessoas interagem muito bem umas com as outras, elas não têm imensas divisões e há um loop de feedback positivo. Elas têm vencimentos superiores que acentua mais maior crescimento. Então a confiança é esta espécie de medida sumária de uma sociedade na qual as coisas funcionam bem. E a falta de confiança desta forma é uma medida de como as coisas não correm bem na sociedade"

~ Paul Zak 
"Descobrimos que quando alguém confia em si, o seu cérebro liberta ocitocina, esta minúscula, pequena, ténue e fugidia assinatura de segurança e preocupação. E quando ele faz isso, a pessoa com ocitocina maior reciproca. Então quando nos é demonstrada confiança, os nossos cérebros motivam-nos a ser confiáveis. Então esse é um tipo de sistema belo."

~ Paul Zak, Quando Nos é Demonstrada Confiança, Nossos Cérebros Motivam-nos A Sermos Confiáveis
"A mudança é inevitável, ela não pode ser impedida. Quanto mais o negamos, mais o experimentaremos a mudança como uma crise. Mas se em vez disso chegarmos a perceber o sentido da mudança e fizermos as mudanças necessárias, a sensação de aflição abrirá caminho para a esperança e prosperidade"
~ Instituto ARI
http://ariresearch.org/pt/2011/12/21/a-economia-como-um-reflexo-das-relacoes-humana-economy-as-a-reflection-of-human-relations/

Arte por Michael Gonopolsky

O Mundo, Sem Nós




Somos a mais recente experiência na evolução do planeta e temos cerca de 200.000 anos, contudo hoje vemos em plena luz do dia que os sistemas que construímos são opostos, quer à nossa sobrevivência, quer à sobrevivência do planeta. Devemos assim compreender que este belo berlinde azul não se incomodará muito em nos empurrar para a extinção.

Hoje ele exige que nos comportemos de acordo com a nossa idade enquanto espécie, o que significa realmente ser evoluído?

Encontramos-nos numa encruzilhada e em tempos conturbados que, devido à inércia da maioria, originou imensos grupos radicais que argumentam que para encontrarmos o equilíbrio temos de limitar o homem de todas as maneiras.

A postura da RM em respeito a este assunto é que, sim, o homem tem de mudar, que é de forma óbvia o causador deste desequilíbrio, contudo, não directamente.

Isto é, as metas financeiras ou tecnológicas que criámos não vão ao encontro da nossa nossa persistência no planeta e a forma mais eficaz de reformular o homem é reformular o meio que o envolve e nada mais.

A encruzilhada em que nos encontramos evidencia uma sociedade do hemisfério esquerdo, na qual o objectivo do sistema educativo não deve ser meramente o da especialização (ver http://www.amara.org/pt/videos/8QtzgAvMtDyY/info/rsa-animate-the-divided-brain/ ), embora a mesma se deva manter para quem deseje desempenhar uma especifica profissão, mas sobretudo a de formação de seres humanos e o que significa ser humano neste planeta.

Planeta este em que, embora colhamos todos os benefícios, também herdamos todas as responsabilidades e estas estão interligadas e são interdependentes do nosso sucesso, quer enquanto espécie, sociedade, ou indivíduos.

Equilíbrio global, económico, ecológico, social, educativo e pessoal são também interdependentes.


(Esta imagem é na realidade do livro de Alan Weisman)
FOTO por InaFrenzy @ Flickr

Futuro Dos Negócios: Artigos Que O Farão Repensar O Empreendorismo


"O que imagino é o dia em que necessitaremos de interacção mais humana, como esta, um aperto-de-mão."
~ Simon Sinek


Quando indivíduos rodeiam indivíduos que possuem o mesmo conjunto de valores, confiança é actualizada com esse padrão. Confiança é construída sobre um sentido de crenças e valores semelhantes. Esta faceta da aceitação social é uma parte integral para o sucesso de uma organização ou empresa. Quando as pessoas que confiam rodeiam indivíduos, esses indivíduos sentem-se mais confortáveis ao assumir riscos, mais abertos à experimentação e exploração.

Contágio Emocional Consegue Derrubar A Sua Equipa Inteira
"O contágio emocional tomou posse. À medida que o negativismo se espalhou, ele esgotou a energia da nossa equipa e da empresa como um todo. 
As emoções negativas que 'apanhei' subjugaram temporariamente a minha capacidade de interpretar os factos em questão.." 
"Quanto importam as emoções no local de trabalho? Entre no Departamento de Veículos Motores e verá o impacto do humor prevalecente instantaneamente, uma densa névoa de amargura, irritabilidade e indiferença."
~ Tony Schwartz, Contágio Emocional Consegue Derrubar A Sua Equipa Inteira

Se Não Compreendes Pessoas, Não Compreendes Negócios

“Não somos bons em tudo, não somos bons sozinhos,”
~ Simon Sinek na 99% Conference. 
Nossa habilidade de construir confiança e relacionamentos é a chave para a nossa sobrevivência enquanto raça e prosperidade enquanto ideólogos
"A melhor maneira de conduzir as pessoas para o futuro é se conectar profundamente com elas no presente."
~ James Kouzes e Barry Posner 
  
O que você vê cada vez mais é o nascimento do que você poderia chamar de a motivação do PROPÓSITO. Cada vez mais as organizações querem ter um tipo de PROPÓSITO transcendental."
~ Dan Pink, A Verdade Surpreendente Sobre o Que Nos Motiva
"As principais empresas gastam milhões a tentar antever qual será a próxima grande coisa. Qual será o nosso próximo grande desejo e como o podem preencher.."
~ Good Vibe Agency, Qual Será A Próxima Grande Coisa?

"É realmente inspirador ver toda esta nova tendência das empresas saírem do seu caminho e reavaliarem a sua cultura e sistema de valores do zero. Estas são as empresas que terão uma tremenda vantagem na próxima fase porque estão a corrigir o aspecto mais crucial das suas empresas.."
~ Good Vibe Agency, Perceber O Que É Realmente Importante


Porque a Empatia é a Força Que Faz os Negócios Avançar

"Há 7 coisas que nos vão destruir.
Riqueza sem trabalho,
Prazer sem consciência,
Conhecimento sem carácter,
Religião sem sacrifício,
Política sem princípios,
Ciência sem humanidade,
Negócios sem ética."
~ Mahatma Gandhi
"Uma das marcas de um negócio bem sucedido é a sua habilidade de dominar a criatividade para constantemente se empurrar para novos territórios. Sem crescimento e inovação, negócios estagnam e eventualmente esvaecem. Aqueles que ficam no poder, contudo, dominaram um factor intangível, frequentemente menosprezado que os permite focar no futuro com clareza: empatia. Enquanto isso possa surpreender muitos, estou certo que a habilidade de se conectar e se relacionar aos outros, empatia na sua forma mais pura, é a força que faz os negócios andar para a frente."
~ Jayson Boyers, Ashoka para a Forbes

A Molécula Moral: Como a oxitocina consegue revolucionar a sua organização
"Os humanos não são um recurso para ser usado e substituído para fazer lucro. As pessoas são altamente motivadas para trabalhar quando são vistas como inteiramente humanas: com aspirações, emoções, famílias, medos e todas as estranhezas que tornam as pessoas interessantes. Ser um líder empático significa abraçar estes elementos e compreender quão maravilhoso (e frustrante) pode ser trabalhar com pessoas. Nesta realização há um motivador poderoso, tratar bem as pessoas e elas vão libertar oxitocina e elas quererão tratá-lo bem. Este é um dos oito factores que o meu trabalho demonstra que criam confiança (o factor da "preocupação"). Confiança reduz as fricções ao fazer negócios e conduz para locais de trabalho mais engajados e produtivos."
~ Paul Zak
“Ao treinarmos o nosso cérebro tal como nós treinamos os nossos corpos, o que descobrimos é que conseguimos inverter a fórmula da felicidade e sucesso e assim fazendo, não só criar ondas de positividade, mas criar uma verdadeira revolução.”
~ Shawn Achor

FOTO por mommy peace @ Flickr

Sistema Fechado



"Hoje.. estamos a começar a nos encontrar num formato completamente diferente. Estamos incluídos num mecanismo que opera integralmente, como um sistema analógico no qual todas as partes estão completamente interligadas, mutuamente determinantes umas às outras e sem qualquer liberdade de movimento. Uma pessoa influencia o mundo inteiro com os seus pensamentos e desejos, sem mencionar as acções físicas. Isso é chamado “o efeito borboleta”."
~ "A Psicologia da Sociedade Integral"
e-book gratuito @ http://we.tl/AG45ZCjxXw
página do autor http://bit.ly/19BF2P9
"Eu diria que não há tal coisa como 'o mercado livre,' o mercado livre é um mito.." 
~ Dr. Ha-Joon Chang 
http://youtu.be/R4BelDrWWt0
(foto da NASA, como prever uma supertempestade)
FOTO por NASA Goddard Photo and Video @ Flickr

Gratificação Imediata, O Teste Do Marshmallow




"A gratificação do desejo não é felicidade."
~ Daisaku Ikeda 

"Quando superamos as nossas necessidades materiais superficiais e gratificação instantânea conectamos-nos a uma parte mais profunda de nós mesmos, bem como aos outros"
~ Judith Wright

Numa sociedade de 'pensos rápidos' e gratificação imediata é difícil contrariar o consumo especialmente quando está precisamente ao nosso alcance, excepto quando vemos um estado futuro melhor o suficiente para que valha a pena a privação instantânea de prazer.

Nesta curta apresentação em TED U, Joachim de Posada partilha um extraordinário ensaio sobre recompensa retardada -- e como isso pode prognosticar sucessos futuros. Com um impagável vídeo de crianças esforçando-se ao máximo para não comer o marshmallow.


FOTO por goldenfox007

O Nascer Da Cultura De Consumo


Há Uma Vacilante Conspiração Por Trás Do Crescimento Da Cultura De Consumo
"Os americanos nem sempre foram viciados em comprar coisas. 
Há muito tempo atrás os consumidores americanos acumularam 11.3 triliões de divida agregada, pessoas costumavam poupar dinheiro para coisas que elas precisavam realmente. 
Mas na era da fartura que se seguiu à 1ª Guerra Mundial, as corporações contrariaram a ameaça da superprodução com uma estratégia psicológica manipuladora. 
"Devemos mudar a América de uma cultura de necessidades, para uma cultura de desejos," escreveu Paul Mazur da Lehman Brothers. "Pessoas devem ser treinadas a desejar, a querer novas coisas até antes que as velhas tenham sido inteiramente consumidas. Devemos moldar uma nova mentalidade na América. Os desejos do homem devem ofuscar as suas necessidades." 
Esta conspiração, permitiu através de nova sofisticação na publicidade e apoiada pelo governo, foi chocantemente eficiente. 
Para mais sobre as origens da cultura de consumo, voltamos-nos ao documentário excelente da BBC.."
~ Business Insider, GUS LUBIN
http://www.businessinsider.com/birth-of-consumer-culture-2013-2

"Nossa economia enormemente produtiva... exige que tornemos o consumo o nosso modo de vida, que convertamos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação egóica, no consumo. Precisamos de coisas consumidas, queimadas e descartadas a um ritmo cada vez mais acelerado."
~ Victor Lebow 
"São estas coisas realmente melhores que as coisas que já tenho? Ou sou simplesmente treinado para estar insatisfeito com o que agora tenho?” 

~ Chuck Palahniuk, Lullaby




"Tentar ser feliz ao acumular posses é como tentar satisfazer a fome ao cobrir o corpo de sanduíches." ~ George Carlin


Adicionais documentários a ver:






Artigos Relacionados:
Crianças de Consumo
Gratificação Imediata
A Vara e a Cenoura

FOTO por brentbat @ Flickr

Qual é O Seu Foco? Realidade e Natureza Humana



"..Se examinarmos todos estes problemas que acabo de mencionar são todos problemas que podiam ser eficientemente respondidos se as pessoas pudessem trabalhar juntas para o fazer. 
Estes são todos problemas criados pelo homem. 
Então a pergunta assim se torna, 'O que há em nós que nos previne de cooperar?', o que há nas nossas cabeças, quais são os obstáculos que previnem as pessoas de colaborar.."
Gregory Dahl é o autor de "One World. One People. How Globalization is shaping our Future".

Depois de estudar economia em Harvard, ele seguiu uma carreira de 27 anos como economista e oficial sénior do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Como a escravatura e apartheid, a pobreza não é natural. Ela é fabricada pelo homem e pode ser superada e erradicada pelas acções de seres humanos."

~ Nelson Mandela

Desarmar a Bomba-Relógio Social

"A política monetária fez imenso para absorver as consequências económicas da crise, mas ela não consegue solucionar a crise"
~ Jens Weidmann, chefe do Bundesbank, "BCE Incapaz De Solucionar A Crise"
"O novo número que deve aterrorizar a Europa é 62.5"
~ Recorde de Desemprego Jovem Europeu: O Gráfico Mais Assustador Acaba de Ficar Mais Assustador
O Sr. Weidmann tem toda a razão, afinal, injectar imensas quantias de dinheiro na economia não vai solucionar os nossos problemas, mas pode comprar-nos tempo. Este tempo pode servir-nos para encontrarmos a solução que não vemos, por agora..
"...Tratamento adequado para o desemprego pode tornar-se um trampolim para o progresso pessoal e nacional"
~ Instituto ARI 
“Hoje temos acesso a tecnologias altamente avançadas, mas o nosso sistema social e económico não acompanhou as capacidades tecnológicas que criariam facilmente um mundo de abundância, livre de servidão e dívida para todos os povos da terra.”
~ Dr. Arthur B. Shostak
Em essência o que o Dr. Shostak diz é verdadeiro. Através da especialização desenvolvemos um exponencial crescimento tecnológico que conduziu as condições que podemos observar, sistemas desadaptados para enfrentar um mundo tecnologicamente muito avançado.

Vemos uma população desenquadrada e desadaptada aos sistemas de informação e às tecnologias, tornando-se muitas vezes vitima delas.

Foi algo como uma daquelas vezes em que nos deixamos dormir no sofá e quando acordamos despertamos para uma realidade totalmente diferente, de algum modo um mundo diferente ao qual nos temos de adaptar se não queremos perder o comboio, que aparentemente, não espera por nós.

Por outro lado, em sequência a tudo isto, vemos que há cada vez menor necessidade de mão-de-obra laboral no mundo, não só promovida pelo desenvolvimento tecnológico mas também pelo próprio crescimento demográfico.

Produzimos actualmente comida para 10 biliões de pessoas e não conseguimos acabar com a fome no mundo ( http://www.huffingtonpost.com/eric-holt-gimenez/world-hunger_b_1463429.html ), o que significa o seguinte, os nossos sistemas de distribuição alimentar e os nossos sistemas económicos ou financeiros não visam alimentar a totalidade da população porque se regem de acordo com padrões meramente monetários.
“Eliminamos prematuramente as pessoas como fracassos. Estamos demasiado admirados com aqueles que têm sucesso e somos demasiado desconsiderados com aqueles que falham.”
~ Malcolm Gladwell
Bem como a caridade não visa a eliminação da pobreza, mas cobri-la temporariamente, ela não a soluciona porque isso implicaria a construção de infraestruturas que reintegrassem aqueles que são jogados para a "margem da sociedade" em certa espécie de envolvimento, fosse ele académico ou laboral para o benefício da sociedade que é eventualmente o seu benefício também.

Nós somos especialmente bons a esbanjar, a produzir em excesso e somos especialmente maus no que diz respeito à sustentabilidade, que significa essencialmente reaproveitamento, como explica Malcolm Gladwell, somos especialmente bons a esbanjar potencial humano http://youtu.be/kspphGOjApk

Na aldeia global em que beneficiamos diariamente de produtos produzidos em todo o mundo somos inegavelmente responsáveis pelo que acontece em qualquer parte do mundo, dado que beneficiamos de alguma forma dela.

O crescente desemprego mundial está a mostrar-nos que não temos preparados sistemas auxiliares ou alternativos, que amanhã se tornarão os principais, para nos ajudar a fazer a transição para o mundo diferente para o qual actualmente caminhamos ou no qual já nos encontramos e lamentavelmente ainda não reconhecemos.
"Passamos o nosso tempo a responder racionalmente a um mundo que compreendemos e reconhecemos, mas que não existe mais."
~ Eddie Obeng
Em vez disso estamos a tentar solucionar novos problemas com a mentalidade anterior. Como diria McLuhan, "Estamos simplesmente a tentar encaixar as coisas velhas na nova forma, em vez de questionarmos o que vai a nova forma fazer com todas as suposições que tínhamos anteriormente."

"Vivemos num mundo de gratificação instantânea, o mundo do penso-rápido," Rachael Taylor, pensamos ainda de acordo com esta mentalidade.
"Problemas não podem ser solucionados pelo mesmo nível de pensamento que os criou."
~ Albert Einstein 
"As pessoas são ricas em informação e pobres em teoria. Se lhes der um modo de organizar a sua experiência, então suas mentes estão abertas."
~ Malcolm Gladwell


"O que acreditamos ser verdadeiro e definido pelo nosso quadro de referência. 
Por muito útil que seja, inevitavelmente, algo virá que nos faça repensar o que sabemos ao nos forçar a olhar para ele num contexto mais amplo. 
O que é verdadeiro dentro de um certo quadro de referência continua somente até que o próximo quadro seja descoberto."

~ Think Tank Imaginary Foundation, liderado por Jason Silva

FOTO por ana▲jonessy @ Flickr

Contabilizar a Natureza Humana


“De uma perspectiva racional, devíamos tomar somente decisões que são do nosso melhor interesse (“devíamos” é a palavra operativa aqui)… e escolher a opção que maximiza os nossos melhores interesses… Infelizmente, não o fazemos.” 
“É aqui que a economia comportamental entra no quadro. Neste campo, não assumimos que as pessoas são máquinas perfeitamente sensíveis e calculistas. Em vez disso, observamos como as pessoas na realidade se comportam e muito frequentemente as nossas observações levam-nos à conclusão que os seres humanos são irracionais.”
As supramencionadas e seguintes citações são retiradas do livro de Dan Ariely, The Upside of Irrationality: The Unexpected Benefits of Defying Logic at Work and at Home (trad. A Irracionalidade de Pernas para o Ar: Os Benefícios Inesperados de Desafiar a Lógica no Trabalho e em Casa). Ariely é um Professor de Psicologia e Economia Comportamental na Universidade de Duke e autor de outras obras em economia comportamental.

Economia Tradicional Vs. Economia Comportamental: Uma Questão De Perspectiva?

“… há imenso a ser aprendido da economia racional,” ele diz, “mas algumas das suas suposições, de que as pessoas tomam sempre as melhores decisões, que erros são menos prováveis quando as decisões envolvem muito dinheiro e que o mercado se corrige a si mesmo, podem claramente conduzir a consequências desastrosas.”
Forças Sociais e Comerciais


A Crise Financeira

“… pense sobre a implosão de Wall Street em 2008 e o seu impacto testemunhador na economia. Dados os nossos excessos humanos, porque raio pensaríamos que não precisamos de tomar quaisquer medidas externas para tentar prevenir ou lidar com erros sistemáticos de juízo nos mercados financeiros fabricados pelo homem?”
É aqui que a economia comportamental se desvia para longe da economia tradicional, porque ela procura olhar para evolução humana e psicologia em acréscimo à economia tradicional, de modo a que as forças sociais e do mercado sejam capazes de existir em equilíbrio:
“Essencialmente os mecanismos que desenvolvemos durante os nossos primeiros anos evolutivos podem ter feito perfeito sentido no nosso passado distante. Mas dada a incompatibilidade entre a velocidade do desenvolvimento tecnológico e a evolução humana, os mesmos instintos e habilidades que em tempos nos ajudaram agora com frequência se encontram no nosso caminho. Maus comportamentos de decisão que se manifestaram a si mesmos como meras perturbações nos séculos passados agora severamente afectam as nossas vidas de maneiras cruciais."

A Necessidade de Responder À Natureza Humana

Ariely argumenta que esta dicotomia entre as forças sociais e do mercado e alguns dos nossos desenvolvimentos tecnológicos que existem em discórdia com o nosso desenvolvimento evolucionário/natureza, têm ramificações que vão muito além da indústria dos empréstimos:
“Quando os designers das tecnologias modernas não compreendem a nossa falibilidade, eles desenham novos sistemas melhorados para os mercados accionistas, seguros, educação, agricultura ou assistência médica que não tomam os nossos limites em conta (Eu gosto do termo “tecnologias humanamente incompatíveis,” e elas estão em todo o lado).”

“Economistas do comportamento querem compreender a fragilidade humana e encontrar maneiras mais compassivas, realistas e eficientes para as pessoas evitarem a tentação, se esforçarem mais no auto-controle e derradeiramente alcançarem as suas metas a longo prazo. Enquanto sociedade, é extremamente benéfico compreender como e onde falhamos e desenhar/inventar/criar novas maneiras de superar os nossos erros.”
Todas as citações retiradas do livro de Prof. Ariely, The Upside of Irrationality: The Unexpected Benefits of Defying Logic at Work and at Home (trad. A Irracionalidade de Pernas para o Ar: Os Benefícios Inesperados de Desafiar a Lógica no Trabalho e em Casa).
FOTO por loiclemeur (Loic Le Meur) @ Flickr

O Mapa Global de Riscos Interdependentes



“Estamos todos no mesmo barco, num mar tempestuoso e devemos uns aos outros uma terrível lealdade.”
~ G.K. Chesterton
Dave Sherman PhD, estratega financeiro, especialista em interdependência