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300 Anos Da Era Industrial À Nossa Dependência Dos Combustíveis Fósseis



"Se não fizermos nada ainda chegaremos a um futuro pós-carbono, mas ele será negro. Contudo, se planearmos a transição, podemos ter um mundo que apoie comunidades robustas de pessoas saudáveis, criativas e ecossistemas com milhões de outras espécies. De uma maneira ou de outra, vamos entrar numa jornada única.”
Qual É A Solução?

Abreviadamente o Instituto Pós-Carbono recomenda,
"precisamos de viver dentro do orçamento da Natureza de recursos renováveis a ritmos de renovação natural.”
Eles sugerem adicionalmente o seguinte:
  • "Aprender a viver sem combustíveis fósseis.”
  • “Adaptar-nos ao fim do crescimento económico como o conhecemos.”
  • “Apoiar 7 biliões de humanos a estabilizar a população a um nível sustentável.”
  • “Lidar com o nosso legado de destruição ambiental.”
Temos Escolha?

O Instituto Pós Carbono argumenta o seguinte:
"Fontes de energia alternativa são importantes, mas nenhuma consegue substituir totalmente os combustíveis fósseis com o tempo que temos.”
“Desenhámos e construímos nossa infraestrutura de transporte de electricidade e cultivo para se ajustar ao petróleo, carvão e gás. Mudar para fontes energéticas diferentes irá necessitar que redesenhemos cidades e processos de fabrico.”
“Teremos de repensar alguns dos nossos valores culturais. Nenhum dos nossos problemas globais consegue ser lidado em isolamento e muitos não conseguem ser totalmente solucionados.”
“Temos de nos preparar para os negócios como não é habitual.”

A Hora de Agir: Crescimento Económico Contínuo Conduzirá Ao Colapso




“A terra está cheia. Ela está cheia de nós, cheia das nossas coisas, cheias do nosso desperdício, cheia das nossas exigências, sim, somos uma espécie brilhante e criativa mas criámos um bocadinho demasiadas coisas, tanto que a nossa economia é agora maior que o seu anfitrião, o nosso planeta…”
~ Paul Gilding, escritor independente e conselheiro sobre sustentabilidade.

As citações são da TED talk sobre sustentabilidade.

Uma Mensagem Familiar Com Pouca Atenção Dada
Não é nada de novo o que advoga e cientistas estão a alertar que o nosso consumo está descontrolado no nosso planeta. Contudo, pouco é feito para nos educar, as várias populaças do planeta, que os nossos presentes níveis de consumo são prejudiciais para a futura sobrevivência da nossa espécie, outras espécies e o planeta como um todo.

Como Gilding diz,
“Estamos a consumir através do nosso capital, ou, a roubar do futuro… o que significa que a nossa economia é insustentável … quando as coisas são insustentáveis elas param.”
Apaixonados Com Uma Ideia Louca
“Quando pensamos sobre o crescimento económico parar fizemos, ‘isso não é possível,’ porque crescimento económico é tão essencial para a nossa sociedade que é realmente questionado… é baseado numa ideia louca, a ideia louca sendo que podemos ter crescimento infinito num planeta finito… Estou aqui para vos dizer que o Imperador não tem roupas, que a ideia louca é precisamente essa: É louca.”
Gilding dá um contra argumento:
“Mas precisamos de crescimento. Precisamos dele para solucionar a pobreza. Precisamos dele para desenvolver a tecnologia. Precisamos dele para manter a estabilidade social.”
Sua resposta:
“Acho este argumento fascinante, como se, conseguíssemos de certa forma vergar as regras da física para ajustar as nossas necessidades… a terra não quer saber do que precisamos. A Mãe Natureza não negocia. Ela simplesmente dispõe as regras e descreve consequências e estes não são limites esotéricos. Isto trata-se de comida e água, solo e clima, os alicerces básicos práticos e económicos das nossas vidas.”
As Especificidades Da Crise do Crescimento
Muitos de vós pensarão: ‘Mas seguramente conseguimos ainda parar isto. Se é tão mau, vamos reagir.’ Pensemos essa ideia.
  • Tivemos 50 anos de alertas.
  • Tivemos a ciência a provar a urgência da mudança.
  • Tivemos paralisação económica apontando que não só não nos podemos dar ao luxo disso, é mais barato agir antes.
E ainda assim a realidade é que fizemos praticamente nada para mudar o curso. Nem sequer estamos a abrandar.” 
Não estamos a agir. Não estamos sequer perto de agir. E não vamos agir até que a crise atinja a economia e é por isso que o fim do crescimento é o assunto central e o evento para o qual precisamos de nos preparar.”
A Falta De Uma Perspectiva Integral
“Então, quando começa esta transição, quando é que este colapso começa? Na minha visão ele já vem bem a caminho. Sei que maioria das pessoas não vêem isto desta maneira. Temos tendência para olhar para o mundo, não como um sistema integral que ele é, mas como uma série de problemas individuais. 
Vemos erradamente cada um destes assuntos como problemas individuais a serem solucionados. Na realidade, é um sistema no processo doloroso de se desmoronar.”
Mudança Requer Que Todos Trabalhem Juntos
“Somos mais de capazes de superar tudo o que vem aí… quando sentimos medo e sentimos perda, somos capazes de coisas bem extraordinárias… Certamente não há barreira económica ou técnica no caminho… a única coisa que precisamos de mudar é como pensamos e como sentimos e é aí que você entra… podemos ser mais. Podemos ser muito mais. 
… Podemos escolher este momento de crise e questionar e responder às grandes questões da evolução da sociedade. Como, o que queremos ser quando crescermos quando passarmos esta adolescência trapalhona em que pensamos que não há limites e sofremos de ilusões de imortalidade? 
… Podemos fazer o que precisamos de fazer mas isso vai necessitar… todo e cada um de nós. Esta pode ser a nossa melhor hora.”

Está Na Hora De Olhar Além Capitalismo Para Uma Nova Ordem Social?


"Está na hora de olhar além capitalismo para uma nova ordem social que nos permita viver dentro de um sistema que podia ser responsável, justo e humano?”
O Professor David Harvey, PhD, investiga para
"perceber o papel das crises na história inteira do capitalismo e o que é específico e especial sobre a crise desta vez” ao olhar para “as contradições internas da acumulação de capital.”

Uma Contradição Interna Da Acumulação De Capital
"Lucros financeiros nos Estados Unidos estavam em alta depois dos anos 90” enquanto “lucros na produção estavam a descer … consegue ver o desequilíbrio … você lixou a indústria para manter os financeiros felizes,” e como resultado “a riqueza dos ricos … foi acelerada.”
Como Aconteceu Isto?
  1. "Desde os anos 70, temos estado numa fase a que chamamos repressão de vencimentos.”
  2. "Se você diminuir vencimentos, de onde virá a sua procura?”
  3. "A resposta foi, bem … tirem para fora os vossos cartões de crédito.”
Capitalismo Nunca Soluciona As Suas Crises Problemáticas, Ele Movimenta-as Geograficamente
"A partir disto vem uma teoria que é muito, muito importante: que o capitalismo nunca soluciona as suas crises problemáticas, ele movimenta-as geograficamente.”
Por outras palavras,
"você teve uma crise financeira … de certo modo solucionou-a mais ou menos, mas … às custas de uma crise de dívida soberana!”

Interligação Global Entre Pessoas E Nações - Um Facto da Vida


"Hoje, no nosso mundo moderno, devido à Internet, tudo está conectado a tudo. Somos agora interdependentes. Estamos agora engrenados como nações, como indivíduos, de uma maneira que nunca foi o caso anteriormente.”
~ Paddy Ashdown

O Diplomata veterano e Comandante de Cavalaria da Ordem do Império Britânico Paddy Ashdown descreve o período em que vivemos como
”..um desses períodos aterrorizadores da história em que o poder muda… E estes são sempre períodos acompanhados de turbulência e demasiado frequentemente por sangue.”
Mais notavelmente, Ashdown salienta que esta interligação global é um facto da vida, mas um que pode ser uma perspectiva aterrorizadora ou uma causa para celebração e paz, pois isso significa que todos compartilhamos um destino comum:

Interligação Global - Perigo:
"Se você apanhar Gripe Suína no México, é um problema para o aeroporto Charles De Gaul 24 horas mais tarde. 
A Lehman Brothers cai, a coisa toda colapsa. 
Há incêndios nas estepes da Rússia, motins alimentares na África. Estamos agora profunda, profundamente interligados. 
Costumava ser o caso de que se a minha tribo é mais poderosa que a sua tribo, eu estava seguro. O meu país mais poderoso que o seu país, eu estava seguro. A minha aliança, como a NATO, era mais poderosa que a sua aliança, eu estava seguro. Não é mais esse o caso.”
Interligação Global - Esperança:
"Se este é o caso que estamos agora engrenados juntos de uma maneira que nunca foi realmente anteriormente, então este é também o caso de que compartilhamos um destino uns com os outros. 
…O advento da interconectividade e das armas de destruição maciça significa que eu compartilho de um destino cada vez mais com o meu inimigo. 
Quando era diplomata a negociar tratados de desarmamento com a União Soviética, em Genéva nos anos 70, tivemos sucesso porque compreendemos que partilhávamos um destino com eles. Segurança colectiva não é suficiente. 
Paz chegou à Irlanda do Norte porque ambos os lados perceberam que o jogo de soma zero não funcionaria. eles compartilhavam um destino com os seus inimigos.”
Interligação Global - Esperança Para O Médio Oriente?
"Uma das grandes barreiras para a paz no Médio Oriente é que ambos os lados, tanto Israel e penso que os Palestinianos não compreendem que eles compartilham um destino colectivo.”
A Coisa Mais Importante Sobre O Que Você Pode Fazer É O Que Você Pode Fazer Com Outros
"Na era moderna, em que tudo está conectado a tudo, a coisa mais importante sobre o que você pode fazer … é o que você pode fazer com outros.”

PЯOBLΞMΛ


"Questionando, pensámos perguntar
quando começou o projecto, é onde tudo começa.
Um ser humano que não é capaz de questionar
não é capaz de ver o mundo ao seu redor,
não é capaz de responder e agir."
~ Ralf Schmerberg, Co-fundador da Dropping Knowledge

"Problema" do latim problema ‘problema’, ‘puzzle’, ‘enigma’, ‘questão proposta a solução’, do Antigo Grego πρόβλημα (problema, ‘obstáculo’), de προβάλλω (proballo, ‘jogar ou repousar algo à frente de alguém’, ‘colocar à frente’), do prefixo προ- (pro-, ‘à frente de’) + βάλλω (ballo, ‘lançar’, ‘atirar’, ‘jogar’).

Uma interpretação cinematográfica da maior reunião mesa redonda do mundo, PROBLEMA é um convite visualmente imaginativo, instigante, a um mundo de dilemas globais. Alcançando dezassete perguntas que confrontam quem somos e para onde vamos, o filme segue as perspectivas, percepções, reflexões e visões de mais de 100 pessoas de mais de 50 nações se sentaram num círculo.

Com legendas em português http://www.problema-thefilm.org

Pode Você Mudar O Futuro?

“Do que as pessoas precisavam realmente era só de alguma informação básica de senso comum e aconselhamento, alguém que lhes dissesse a verdade e lhes oferecer algumas estratégias sensíveis de sobrevivência colectiva.”
~ Richard Heinberg
Agora, Você Enfrenta Um Futuro Negro

“Uma Carta do Futuro” é uma carta imaginária escrita no ano 2101 por um Richard Heinberg de 100 anos, sénior no Post Carbon Institute e autor de 10 livros sobre questões energéticas, economia e ecologia, para os povos do mundo que vivem nos nossos tempos, sobre o futuro duro esperado de acordo com as tendências que os cientistas e economistas prevêem que a humanidade experimente no século vindouro.

Ele retrata um quadro de uma humanidade a lutar para abrir caminho quando a vida que criou para si mesma pelo século 20 enfrenta a escassez:
  • esgotamento de recursos energéticos,
  • desvalorização do dinheiro e produtos acima do nível da necessidade,
  • escassez de comida e água e
  • movimentações políticas em direcção ao fascismo e guerra.
Após pintar um quadro negro de uma humanidade em sofrimento lidando com tudo o mencionado durante o século 21, Heinberg levanta a pergunta…

Pode Você Mudar O Futuro?

“Possivelmente, como resultado de ler esta carta, você pode fazer alguma coisa que mudaria o meu mundo [o mundo da pessoa que vive no ano 2101]. … Então, suponho que esta carta mudaria, assim como a sua experiência à medida que a lê. Como resultado da qual, você tomaria diferentes acções. Teríamos de estabelecer certo tipo de loop de feedback cósmico entre o passado e futuro. É muito interessante pensar sobre isso. 
“Talvez eu deva mencionar que vim a aceitar uma visão da história baseada no que li sobre a teoria do caos. De acordo com a teoria, em sistemas caóticos pequenas mudanças em condições iniciais podem levar a grandes mudanças em resultados. Bem, a sociedade humana e história são sistemas caóticos. Embora maior parte das pessoas seja determinada por condições materiais, algumas ainda têm algum espaço e o que elas fazem com isso pode fazer uma diferença significativa no fim.”

"Muito mudou nos passados 300 anos, as pessoas não estão mais obcecadas com a acumulação de coisas.."
~ Capitão Picard, Star Trek 
"Riker: ..essa é a natureza humana Data.
Data: Natureza humana senhor?
Riker: Sentimos uma perda mais intensamente quando é um amigo.
Data: Mas não deviam os sentimentos ser tão profundos independentemente de quem morreu?
Riker: Talvez devessem Data, talvez se sentíssemos qualquer perda tão subtilmente como com alguém que nos é próximo a história da humanidade seria muito menos sangrenta." 
"O que acreditamos ser verdadeiro e definido pelo nosso quadro de referência. 
Por muito útil que seja, inevitavelmente, algo virá que nos faça repensar o que sabemos ao nos forçar a olhar para ele num contexto mais amplo. 
O que é verdadeiro dentro de um certo quadro de referência continua somente até que o próximo quadro seja descoberto."
~ Think Tank Imaginary Foundation, liderado por Jason Silva
Adicionalmente:
http://responsabilidademutua.blogspot.pt/2013/07/problemas-sao-na-indicacoes-de-um-modo.html
http://responsabilidademutua.blogspot.pt/2013/07/como-nascem-os-paradigmas.html

FOTO por Dreaming in the deep south @ Flickr

7 Biliões, Uma Família Global



ALERTA: Tens 7 biliões em comum...
"Há uma aceleração constante na humanidade que coloca questões muito graves.."
~ Leonardo Boff
A questão do crescimento populacional e da superpopulação é uma questão que assombra muitos, especialmente quando falamos de um planeta com recursos limitados, os cientistas alertam que passámos há muito o limite do razoável onde deveríamos ter iniciado uma gestão inteligente dos recursos se pretendemos sobreviver.

Devemos temer o crescimento demográfico? Há que chegue para todos?
Para responder a estas perguntas vamos ver os vídeos abaixo:





Este problema, não é realmente um problema excepto para os líderes que têm de lidar directamente com ele porque, "a única pergunta é se as pessoas ricas estão prontas para serem integradas num mundo com 10 biliões de pessoas," diz Hans Rosling.

Isto é, toda a questão não é meramente uma questão de consumo de recursos, mas é sobretudo uma questão de gestão e distribuição de recursos, de educação para o planeamento familiar voluntário.
"Produção anual de resíduos alimentares nos 27 Estados-membros da União Europeia equivale a cerca de 179 quilos por pessoa."
~União Europeia desperdiça metade dos alimentos que produz - Renascença
Podemos observar de um ponto de vista ocidental, capitalista e fundamentalmente proteccionista e dizer que somente alguns têm o direito à educação pública, saúde e alimentação básica, ou podemos olhar de um ponto de vista mais amplo.
Lamentavelmente muitos se incomodaram em tentar lidar com este problema de uma maneira muito desumana, a criação de vacinas e todos os tipos de métodos para o controlo da natalidade mundial revelaram-se fracassados e em simultâneo uma demonstração de que a natureza tem a sua própria maneira de conduzir a evolução.

Não temos melhor exemplo que a Europa onde são negativas as taxas de natalidade, na sociedade capitalista do mundo ocidental tamanho é o egoísmo e a sede consumista de viver uma vida separada dos outros que as pessoas não têm filhos, há até quem diga que se trata de uma conspiração capitalista que visa um maior consumo, se ambos os conjugues viverem separados, afinal, consomem a dobrar..

Podemos aprender a respeitar um pouco mais a nossa família global?

"Toda a humanidade é uma família indivisível e indivisa e cada um de nós é responsável pelas más acções de todos os outros. Eu não me consigo desanexar a mim mesmo da alma mais cruel." ~ Mahatma Ghandi 
"Há anos atrás reconheci minha familiaridade com todas as coisas vivas e decidi que não era um bocadinho melhor que os maus maus na terra. Disse então e digo agora, que enquanto houver uma classe baixa, Eu estou nela; enquanto houver um elemento criminoso, Eu pertenço-lhe; enquanto houver uma alma na prisão, Eu não sou livre." ~ Eugene V. Debs 
"Se ao menos as más pessoas estivessem insidiosamente algures a cometer más acções e fosse necessário apenas as separar do resto de nós e as destruir. Mas a linha que divide o bem do mal corta pelo coração de cada ser humano. E quem está disposto a destruir um pedaço do seu próprio coração?" ~ Alexander Solzhenitsyn, "O Arquipélago Gulag" 
"O que todos os homens são é da maior importância para mim. Por muito independente que me possa imaginar ser, por quão afastado possa parecer das considerações sociais pelo meu estatuto social, estou escravizado à miséria do membro mais ruim da sociedade." ~ Mikhail Bakunin

Causa e Efeito, Interdependência Na Arte



"Com cada acção estas a semear uma semente, embora a colheita possas não ver."
~ Ella Wheeler Wilcox

La Belle Verte




Apesar de feito com orçamento modesto, é uma divertida e criativa crítica ao estado actual da "civilização" sob a óptica de uma suposta visitante vinda de um "outro planeta".

LA BELLE VERTE, literalmente "a bela verde", traz uma mensagem daquilo que poderia ser o nosso planeta.

FOTO por Preconscious Eye @ Flickr

O que é uma Mudança Global de Mentalidade?

  • "A observação de que recuperações se seguem a uma crise financeira são diferentes sugere que políticas macro-económicas padronizadas podem não funcionar como poderíamos esperar normalmente…
  • Em balanço, parece assim que desta vez, ou pelo menos, este meio ambiente pós-crise, realmente é diferente, e as políticas macro-económicas fizeram pouco para melhorar os assuntos…"
– Daniel Gros, Director do Centro Para os Estudos Europeus da Política, "Esta Recuperação é Diferente”


"Toda grande e profunda dificuldade transporta em si mesma a sua própria solução. Ela força-nos a mudar o nosso pensamento de modo a encontrá-la."
~ Niels Bohr

"Quando o nosso foco está direccionado a um princípio de parentesco e unidade e longe da fragmentação e isolamento, saúde prossegue."
~ Larry Dossey

Desafios Do Século XXI: Dar É Tudo O Que Temos



"O reconhecimento de que é necessária uma profunda mudança de percepção e de pensamento para garantir a nossa sobrevivência ainda não atingiu a maioria dos líderes das nossas grandes universidades."
~ Fritjof Capra

Interdependência: Causa e Efeito Na Natureza

 
"As coisas nos parecem absurdas ou más porque delas só temos um conhecimento parcial e estamos na completa ignorância da ordem e da coerência da natureza como um todo." 

~ Baruch Espinoza
Hoje ainda não estamos bem familiarizados com o significado e impacto da interdependência nas nossas vidas, ouvimos falar do efeito borboleta, contudo, não percebemos ainda como o que acontece numa parte do mundo através de acções levianas pode conduzir a mais tarde se reflectir noutro continente.

Como Arthur C. Clarke afirmou em tempos, um dia não nos parecerá um truque de magia.

"Em cada acção devemos olhar além da acção e para o nosso estado passado, presente e futuro e a outros aos quais ela afecta e vermos as relações de todas essas coisas. e então seremos muito cautelosos."
~ Blaise Pascal 
"Um ser humano molda suas consequências tão seguramente quanto ele molda os seus bens ou sua habitação. Nada do que ele diz, pensa ou faz é sem consequências."
~ Norman Cousins 
"Uma montanha é composta de minúsculos grãos de terra. O oceano é feito de minúsculas gotas de água. Ainda assim, a vida é senão uma série interminável de pequenos detalhes, acções, discursos e pensamentos. E as consequências sejam boas ou más de até os menores deles são de amplo alcance."
~ Sivananda 
"O semeador pode errar e semear mal suas ervilhas: as ervilhas não cometem erros, mas aparecem e demonstram sua linha."
~ Ralph Waldo Emerson 
"Nunca ninguém escapou, ou alguma vez escapará, às consequências de suas escolhas."
~ Alfred A. Montapert 
"Embora sejamos livres de escolher nossas acções, não somos livres de escolher as consequências das nossas acções."
~ Stephen R. Covey 
"Na natureza não há recompensas nem punições, há consequências."
~ Robert Green Ingersoll 
"Através da lei da causa e efeito escolhemos nosso destino. Além do mais, nós somos os nossos próprios profetas pois constantemente projectamos o nosso estado futuro pelas sementes que plantamos no presente."
~ Cheryl Canfield 
"Com cada acção estas a semear uma semente, embora a colheita possas não ver."
~ Ella Wheeler Wilcox 
"Nada na Natureza é mais certo que o facto de que nenhuma coisa única ou evento pode estar isolado. Ele está anexo a tudo o que foi antes dele e permanecerá anexo a tudo o que se seguirá a ele. Ele nasceu de certa causa e assim deve ser seguido por certo efeito numa cadeia interminável."
~ Julian P. Johnson 
"A reputação de mil anos pode ser determinada pela conduta de uma hora."
~ Provérbio Japonês 
"É fácil nos esquivarmos às nossas responsabilidades, mas não nos podemos esquivar às consequências de nos esquivarmos às nossas responsabilidades."
~ Josiah Stamp 
"Nunca choverão rosas, quando queremos ter mais rosas, devemos plantar mais árvores."
~ George Eliot 
"Aquele que faz bem a outro faz bem a si mesmo."
~ Séneca 
"Tudo o que fazemos tem um resultado. Mas aquilo que é certo e prudente nem sempre conduz ao bem, nem o contrário ao que é mau."
~ Johann Wolfgang von Goethe 
"Por vezes quando considero que tremendas consequências vêm de pequenas coisas, estou tentado a pensar que não há coisas pequenas."
~ Bruce Barton

Ilustração por Quino

Comunidade: Uma Tecnologia Para Curar A Sociedade


“O melhor lugar para descobrir o que um homem é, é o coração do deserto. 
Teu avião se despenhou e caminhas durante horas, em direcção do pequeno forte em Nutchott. Esperas que as miragens da sede se abram perante ti. Mas chegas e descobres um velho sargento que esteve isolado durante meses entre as dunas e ele está tão feliz por ter sido encontrado que ele chora. E tu choras, também. Na arqueada imensidão da noite, cada um conta a história da sua vida, cada um oferece ao outro o fardo das memórias nas quais o laço humano é descoberto. Aqui dois homens se conseguem encontrar e eles doam prendas um ao outro com a dignidade de embaixadores.”
~ Antoine de Saint-Exupéry
As pistas estão todas ao nosso redor, porque nos problemas que se revelam podemos ver a sua solução e a sua origem, se pensarmos profundamente sobre as várias crises que se revelam na nossa sociedade conseguimos descobrir dois pontos comuns, que elas são globais e que elas são originadas pelos nossos relacionamentos. Na economia, na família, na educação, as crises sociais e na saúde, por exemplo, assim, abreviadamente podemos afirmar que todos os nossos problemas podem ser solucionados através da nossa conexão.

Tudo o que vemos ao nosso redor é na realidade um sintoma, um resultado de algo que tem vindo a ser perdurado na cultura ocidentalizada, os sistemas sociais, económicos, financeiros e outros são extremamente individualistas e coincidem com a nossa cisão com um factor que nos passou realmente despercebido, embora a maioria dos nossos sistemas sejam construídos através dele: a perda de comunidade.
Esta perda foi originada por um conjunto de factores entre eles o êxodo rural, não há uma necessidade de regressarmos a ele, apesar dos inegáveis benefícios de interagir com a Natureza, podemos trazer a comunidade para o meio citadino e com isso podemos perguntar, mas temos amigos e temos família, temos colegas de trabalho, porque então precisamos de uma comunidade?

Para responder a esta pergunta precisamos primeiro de saber os benefícios e a riqueza da comunidade.

Na sociedade pensamos geralmente que somos preenchidos pela compra de coisas, mas não compramos realmente coisas, compramos experiências, ou seja a experiência que determinado produto nos dá durante tempo limitado. A maioria dos produtos da era da informação é cada vez mais etérea, menos material.

Vendemos "conexão" nas telecomunicações mas a sensação de conexão é algo que não pode ser rentabilizado, é algo interior e é algo que devido à perda de comunidade é escasso e tentamos compensar com a grande maioria de produtos e experiências que compramos. Trocámos experiências interiormente gratificantes por produtos cuja gratificação termina assim que os obtemos.

Na presente crise queremos sobretudo ser valorizados e de sermos escutados sinceramente, sem julgamentos, mas para estarmos receptivos precisamos de valorizar, porque se não valorizarmos não vamos escutar independentemente da mensagem que nos estão a transmitir. Esta é na realidade a base de qualquer sociedade, a arte do debate democrático é baseado na capacidade de abdicar da nossa visão, fazer concessões para alcançar o consenso.

O meio para a cura social é a criação de pequenos círculos comunitários, cada grupo não deverá ter mais de 10 pessoas no máximo, de acordo com recentes pesquisas sobre atenção em salas de aula. Os grupos devem ser abertos à integração de novos participantes, isto permite-nos obter perspectivas sempre novas e a oportunidade de integrarmos com elas. A abordagem circular é terapêutica e também compatível com a visão global do mundo e pode ser aplicada em qualquer fundo, na educação, na empresa, na família, etc.

"Temos andado a brincar com as dádivas da tecnologia e da cultura, desenvolvendo estas dádivas. Mas agora estamos a chegar à idade adulta e é a hora de aplicá-las ao nosso verdadeiro propósito. No início, penso que será apenas curar os danos causados. E há muito para curar, na verdade.."
~ Charles Eisenstein

O seguinte é parte de um texto sobre um modelo para o desenvolvimento de comunitário da autoria de Charles Eisenstein, economista e líder comunitário.

Ele expõe principalmente os benefícios materiais da vida comunitária, embora hajam muitos mais benefícios de levar uma vida conectada, se queremos nos separar o cálculo baseado em lucrar dos outros que originou a presente crise, este tipo de abordagem não produzirá efeitos a longo prazo:
"Onde quer que eu vá e pergunte às pessoas o que falta nas suas vidas, a resposta mais comum (se elas não forem empobrecidas ou perigosamente doentes) é 'comunidade.' O que aconteceu à comunidade e porque não a temos mais? Há muitas razões, a estrutura dos subúrbios, o desaparecimento do espaço público, o automóvel e a televisão, a alta mobilidade das pessoas e empregos, e, se rastrear alguns níveis de 'porquês' abaixo, todos eles implicam o sistema monetário. 
Mais directamente dito: a comunidade é praticamente impossível numa sociedade altamente monetizada como a nossa. Isso é porque a comunidade é tecida com dádivas, que é derradeiramente porque as pessoas pobres frequentemente têm comunidades mais fortes que as pessoas ricas. Se você for financeiramente independente, então não depende realmente dos seus vizinhos, ou realmente de qualquer pessoa específica, para nada. Você pode simplesmente pagar a alguém para o fazer, ou pagar a outra pessoa para o fazer. 
Em tempos idos, as pessoas dependiam para todas as necessidades e prazeres da vida de pessoas que elas conheciam pessoalmente. Se você alienasse o ferreiro, cervejeiro ou médico locais, não haveria substituto. 
A sua qualidade de vida seria muito mais baixa. Se você alienava os seus vizinhos então pode não ter ajudado se tivesse uma entorse no tornozelo durante a época da colheita, ou se o seu celeiro tivesse ardido. A comunidade não era um acrescento à vida, ela era um modo de vida. 
Hoje, com ligeiro exagero, podíamos dizer que não precisamos mais de ninguém. Eu não preciso do agricultor que cultivou a minha comida, eu posso pagar a outrem para o fazer. Eu não preciso do mecânico que concertou o meu carro. Eu não preciso do camionista que comprou os meus sapatos na loja. Eu não preciso de qualquer das pessoas que produziram qualquer das coisas que uso. Eu preciso de alguém que faça o seu trabalho, mas não os indivíduos únicos. Eles são substituíveis e, pela mesma moeda, também eu sou.
Essa é uma razão para a superficialidade universalmente reconhecida de maioria das reuniões sociais. Quão autênticas podem elas ser, quando o saber inconsciente, 'Eu não preciso de ti,' rasteja sob a superfície? Quando nos juntamos para consumir, comida, bebida ou entretenimento, extraímos realmente as dádivas de alguém presente? Qualquer um consegue consumir. Intimidade vem da co-criação, não do co-consumo, como qualquer um numa banda lhe conseguirá dizer e é diferente de gostar ou desgostar de alguém. Mas numa sociedade monetizada, a nossa criatividade acontece em domínios especializados, por dinheiro. 
A comunidade é tecida de dádivas. Ao contrário do sistema de mercado de hoje, cuja escassez embutida incita a competição na qual mais para mim é menos para si, numa economia de dádivas o oposto é mantido. Porque as pessoas numa cultura de dádivas passam o seu excesso em vez de o acumular, a sua boa fortuna é a minha boa fortuna: quanto mais para si mais é para mim. Riqueza circula, gravitando para a maior carência. Numa comunidade de dádivas, pessoas sabem que suas dádivas eventualmente regressarão para elas, assim frequentemente sobre uma nova forma. Tal comunidade será chamada um "círculo da dádiva." 
Felizmente, o monetizar da vida alcançou o seu pico no nosso tempo e está a começar uma longa e permanente recessão (da qual a 'recessão' económica é um aspecto). Tanto por desejo e necessidade, estamos poisados num momento crítico de oportunidade para reclamar a cultura da dádiva e desta forma edificar verdadeira comunidade. A reclamação é parte de uma mudança maior da consciência humana, uma reunião maior com a natureza, terra, uns com os outros e partes perdidas de nós mesmos. Nossa alienação da cultura da dádiva é uma aberração e nossa independência uma ilusão. Não somos na realidade independentes ou 'seguros financeiramente', somos tão dependentes como antes, só que de instituições impessoais e estranhos, e, somos mais propensos a descobrir em breve, que estas instituições são muito frágeis." 
"O número ideal de participantes num círculo de dádiva é 10 a 20. Cada um se senta num círculo e diz uma ou duas necessidades que por turnos. No último círculo que presenciei, algumas das necessidades foram: 'uma boleia ao aeroporto na próxima semana,' 'alguém para remover um gradeamento,' 'madeira usada para construir um jardim,' 'uma escada para limpar o meu esgoto,' 'uma mota,' e 'mobília de escritório para um centro comunitário.' À medida que cada pessoa partilha, outras no círculo conseguem entrar para se oferecerem para partilhar a necessidade declarada, ou com sugestões de como a encontrar. 
Quando todos têm a sua vez, damos a volta ao círculo de novo, cada pessoa declara algo que ele ou ela gostaria de dar. Alguns exemplos da semana passada foram 'aptidões de design gráfico,' 'o uso das minhas ferramentas,' 'contactos no governo local para tratar de coisas,' e 'uma mota,' mas podia ter sido qualquer coisa: tempo, habilidades, coisas materiais, uma dádiva de algo directo, ou a dádiva do uso de alguma coisa (emprestar). Novamente, à medida que cada pessoa partilha, qualquer um pode falar e dizer, "Gostaria disso," ou "Sei de alguém que podia dar uso a isso." 
Durante ambas estas rondas, é útil ter alguém que anote tudo e envie as notas no próximo dia via email, ou numa página web, blogue, etc. Caso contrário é muito fácil esquecer quem precisa e oferece o quê. Também, sugiro anotar, na hora, o nome e o número de alguém que quer dar ou receber algo de\para si. É essencial dar seguimento, ou o círculo acabará por alimentar cinismo em vez de comunidade. 
Finalmente, o círculo pode fazer uma terceira ronda na qual as pessoas exprimem gratidão pelas coisas que receberam desde o último encontro. Esta ronda é extremamente importante porque na comunidade, o testemunho da generosidade dos outros inspira generosidade naqueles que estão a testemunhá-la. Isso confirma que este grupo está a dar uns aos outros, que as dádivas são reconhecidas, valorizadas e reciprocadas também. 
É tão simples quanto isso: necessidades, dádivas e gratidão. Mas os efeitos podem ser profundos. 
Primeiro, círculos de dádiva (e qualquer economia de dádiva, na realidade) consegue reduzir a dependência do mercado tradicional. Se as pessoas nos derem coisas que precisamos, não precisaremos de as comprar. Não será necessário apanhar um táxi para o aeroporto amanhã, e Rachel não terá de comprar madeira para o seu jardim. Quanto menos usamos dinheiro, menos tempo passaremos a tentar ganhá-lo e mais tempo teremos para contribuir para a economia de dádiva e então receber dela. É um círculo vicioso. 
Secundariamente, um círculo de dádiva reduz a nossa produção de lixo. É ridículo bombear petróleo, minar metal, fabricar uma mesa e a enviar para o outro lado do oceano quando metade das pessoas na cidade têm mesas velhas nas suas caves. É ridículo também que cada casa no meu bairro tenha um corta-relvas, que usam duas horas por mês, um soprador de folhas que usam duas vezes por ano, ferramentas que usam para um projecto ocasional e assim por diante. Se partilhássemos estas coisas, não sofreríamos perda de qualidade de vida. Nossas vidas materiais seriam tão ricas, contudo necessitariam de menos dinheiro e menos desperdício." 
"..A mesma transição para a dádiva está a caminho no reino social. Muitos de nós já não aspiram à independência financeira, o estado no qual temos tanto dinheiro que não precisamos de depender de ninguém para coisa alguma. Hoje, cada vez mais, ansiamos em vez disso por comunidade. Não queremos viver num mundo de comodidades, onde tudo o que temos existe pela meta principal de lucro. Queremos coisas criadas por amor e beleza, coisas que nos conectem mais profundamente às pessoas ao nosso redor. Desejamos ser interdependentes, não independentes. O círculo de dádiva e muitas novas formas da economia de dádiva que estão a surgir na Internet, são maneiras de reclamar os relacionamentos humanos do mercado. 
Seja natural ou social, a reclamação da riqueza comum baseada na dádiva não só acelera o colapso do sistema monetário dependente do crescimento, ela também mitiga a sua severidade. No presente momento, o mercado enfrenta uma crise, meramente uma de uma multiplicidade de crises (ecológicas e sociais) que estão a convergir sobre nós. Pelo tempo turbulento que está sobre nós, a sobrevivência da humanidade e a nossa capacidade de construir um novo tipo de civilização incorporando um novo relacionamento à terra e uma nova e mais conectada identidade humana, dependem destes restos da riqueza comum que somos capazes de preservar ou reclamar. Embora tenhamos feito graves danos à terra, vasta riqueza ainda permanece. Há ainda riqueza no solo, água, culturas e biomas deste planeta. Quanto mais persistirmos sob o status quo, menos dessa riqueza permanecerá e mais calamitosa a transição será. 
Num nível menos tangível, quaisquer dádivas que doemos contribuem para outro tipo de riqueza comum, um reservatório de gratidão que zelará por nós em tempos de turbulência, quando as convenções e histórias que ostentam a sociedade cívica se desmoronarem. Dádivas inspiram gratidão e generosidade é infecciosa. Cada vez mais, leio e escuto histórias de generosidade, desinteresse, até magnanimidade que me tiram a respiração. Quando testemunho generosidade, quero ser generoso também. Nos tempos vindouros, quereremos a generosidade, o desinteresse e a magnanimidade de muitas pessoas. Precisamos das dádivas uns dos outros como precisamos da generosidade uns dos outros para nos convidar a nós mesmos para o reino da dádiva. Em contraste com a era do dinheiro onde podemos pagar por tudo e não precisamos de dádivas,  em breve será abundantemente claro: precisamos uns dos outros."
~ Charles Eisenstein, Círculo de Dádivas
http://www.shareable.net/blog/a-circle-of-gifts 

Adicionalmente:







FOTO 1 por jairoagua @ Flickr
FOTO 2 por EmWilkinson @ Flickr

Sistema Fechado



"Hoje.. estamos a começar a nos encontrar num formato completamente diferente. Estamos incluídos num mecanismo que opera integralmente, como um sistema analógico no qual todas as partes estão completamente interligadas, mutuamente determinantes umas às outras e sem qualquer liberdade de movimento. Uma pessoa influencia o mundo inteiro com os seus pensamentos e desejos, sem mencionar as acções físicas. Isso é chamado “o efeito borboleta”."
~ "A Psicologia da Sociedade Integral"
e-book gratuito @ http://we.tl/AG45ZCjxXw
página do autor http://bit.ly/19BF2P9
"Eu diria que não há tal coisa como 'o mercado livre,' o mercado livre é um mito.." 
~ Dr. Ha-Joon Chang 
http://youtu.be/R4BelDrWWt0
(foto da NASA, como prever uma supertempestade)
FOTO por NASA Goddard Photo and Video @ Flickr

Sistemas Humanos e Sustentabilidade




A Europa é composta de uma área de 10 180 000 km² que facilmente alimentaria muito mais que a totalidade da sua população, devemos perguntar porque motivo então há pessoas a morrer à fome então? 

O que leva o homem a criar sistemas tão irracionais que colocam em perigo a sua sobrevivência e aos seus semelhantes, como a criação de escassez e o próprio sistema económico

Sustentabilidade É..





"Não sou optimista nem pessimista. Sou um possibilitário tingido na lã! Com isto pretendo dizer com uma mente ecológica,vemos que tudo está ligado e mudança é a única constante."
~ Frances Moore Lappé

FOTO por joelnz @ Flickr

Ser Inteiro


"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa."
~ Ricardo Reis
"Ela [a Natureza] é integral. Nós somos os únicos na Natureza que não somos integrais.. 
A Natureza é o nosso berço, mas nós excluímos-nos a nós mesmos dela e posicionamos-nos fora dela ou até acima dela. 
Esta minúscula, insignificante pessoa tem a ideia de que ela está destinada a conquistar, mudar e quebrar toda a Natureza, como se ela soubesse o que está a fazer." 
"A percepção integral do mundo dá-me novas, impressões mais vivas. O passado torna-se gradualmente mais distante e menos importante, desinteressante, muito plano e infantil. Eu fico tão desinteressado por ele que estou pronto para o abandonar sem me arrepender minimamente. 
Uma pessoa desenvolve o seu estado novo e integral a tal extensão que o passado desaparece."

~ Excertos de Psychology of the Integral Society
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página do autor http://bit.ly/19BF2P9

FOTO por ecstaticist @ Flickr

Homem ou Animal?




Quando olhamos para a natureza rapidamente chegamos à conclusão que os animais matam os outros animais somente por necessidade. O homem é o único ser vivo que mata por desporto ou apetite.

Um lobo não odeia cordeiros, ou um leão as zebras e os antílopes..

Se observarmos mais de perto a natureza do homem facilmente concluímos que as tendências que se mantiveram intactas desde os primórdios do homem são tendências naturais, a da alimentação, reprodução e abrigo. 

Contudo deste ponto para cima, ou seja o envolvimento social do homem parece criar certo tipo de desequilíbrio na sociedade humana e consequentemente no mundo..


Um Plano Para a Criação de Uma Família Global Expandida


"Se pudesse estar nos sapatos de outra pessoa… Escutar o que eles escutam. Ver o que eles vêem. Sentir o que eles sentem. Tratava-os diferentemente?”

~ The Cleveland Clinic
O Professor Rodrigue Tremblay é um escritor e professor Emérito de economia na Université de Montréal. Acrescendo aos seus escritos sobre economia, ele também escreveu extensivamente sobre o tema da ética, e mais recentemente, sobre a urgente necessidade de desenvolver um novo nível de ética universal, moralidade e empatia a serem desenvolvidas e mantidas no mundo.
"Com a presente globalização dos nossos problemas, precisamos e expandir o nosso círculo de empatia e ver a humanidade como uma família humana expandida mundial. Enquanto nos abstivermos de enfrentar esse desafio, a divisão e conflitos insolúveis persistirão." 
"[Numa civilização mais universal], primeiro e antes de mais, a amplitude da empatia humana seria mais universal e mais abrangente e não se aplicaria meramente a algumas pessoas escolhidas, a membros de uma religião especifica ou a pessoas pertencentes a uma civilização particular. Na prática, isto necessitaria que estabelecêssemos um limiar superior de moralidade humana, além da norma tradicional da Regra Áurea (‘Trata os outros como gostarias que os outros te tratassem a ti.’) 
Isto necessitaria que adoptássemos o que chamo uma Super Regra Áurea da moralidade humanista que incorpora a regra humanista da empatia: ‘Não só faças aos outros o que gostarias que te fizessem a ti, mas também, faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti, se estivesses no seu lugar.’ — É claro, o contrário também se aplica: ‘Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti, se estivesses no seu lugar.’”

Três Imperativas Morais Interrelacionadas
"As três imperativas morais interrelacionadas que sempre soaram a valores morais, mas que sinto que se tornarão mais necessárias para a humanidade avançar e sobreviver. E refiro-me a:
Mais EMPATIA humana.
Mais TOLERÂNCIA interpessoal.
Mais PARTILHA interpessoal (altruísmo e generosidade) como a base para um mundo mais harmonioso, livre e próspero.”

O Princípio da Empatia
"De acordo com o principio da empatia, um se deve direccionar a tratar os outros como se estivesse no seu lugar e não necessariamente esperando reciprocidade como é o caso da regra Áurea tradicional da moralidade que descobrimos virtualmente em todos os sistemas morais (‘Faz aos outros como gostarias que te fizessem a ti’). 
O princípio da empatia pode assim ser estruturado deste modo: “Faz aos outros como gostarias que te fizessem a ti, se estivesses no seu lugar. 
É por isso que digo que a empatia consegue ser a base sólida de uma sociedade global mais civilizada baseada na solidariedade de todos os seres humanos. É a consciência de que as outras pessoas podem sofrer, ser felizes e florescer tal como nós fazemos e que devemos tratar os outros correspondentemente.”
Dez Mandamentos Para Um Humanismo Global
Bases Para Construir Uma Família Global Expandida 
1. Proclamar a dignidade natural e valor inerente de todos os seres humanos.
2. Respeitar a vida e propriedade dos outros.
3. Praticar tolerância e mente aberta para as escolhas e estilos de vida dos outros.
4. Partilhar com aqueles que são menos afortunados e assistir mutuamente aqueles que estão em necessidade de ajuda.
5. Usar nem mentiras, nem doutrina espiritual, nem poder temporal para dominar e explorar os outros.
6. Confiar na razão, lógica e ciência para compreender o Universo e para solucionar os problemas da vida.
7. Conservar e melhorar o meio natural da Terra, terra, solo, água, ar e espaço, como herança comum da humanidade.
8. Solucionar diferenças e conflitos cooperativamente sem recorrer à violência ou a guerras.
9. Organizar os assuntos públicos de acordo com a liberdade individual e responsabilidade, através de democracia política e económica.
10. Desenvolver a nossa inteligência e talentos através da educação e esforço.
Citações:

http://www.ustream.tv/recorded/4404833 [ver a partir do min.20]
Video streaming by Ustream


FOTO por Grzegorz Łobiński @ Flickr

Crises Sociais, Crises De Colaboração

“Não há falta de comida nos EUA, mas há certamente uma falta de colaboração. A 1 de Janeiro, 2009, Andrew Martin do The New York Times descreveu 'um excesso de leite, e seus derivados associados, como o leite em pó, manteiga e proteínas do soro de leite, que conduziu a uma queda precipitada em preços.’ Martin explicou que os produtos de leite estavam a ser guardados em armazéns e deliberadamente mantidos fora das lojas para prevenir maior queda em preços.”

~ Interesse Pessoal versus Altruísmo na Era Global: Como a Sociedade Consegue Tornar Interesses Próprios em Benefício Mútuo
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página do autor http://bit.ly/19BF2P9

Há fundamentalmente mais exemplos:


"Excesso de construção e crise económica contribuíram para um aumento de 35% do número de alojamentos vagos. Há urbanizações inteiras sem ninguém."

~ Joana Pereira Bastos, Expresso - "Há Mais De 735 Mil Casas Vazias Em Portugal"


"O número de alojamentos superou em 45% o número de famílias. Segundo os Censos 2011 registou-se em Portugal o maior excedente de alojamentos na última década. Em 2011, o número de habitações superou em 45% ( 1,8 milhões de casas) o número de famílias. De acordo com o estudo publicado hoje no INE, o parque habitacional encontra-se em bom estado de conservação - cerca de 71% dos edifícios não necessitam de reparações. E apenas 2% dos edifícios estão muito degradados."
~ INE, Económico - "Portugal Tem 18 Milhões De Alojamentos A Mais"
As nossas instituições económicas e sociais não servem o nosso propósito de sobrevivência enquanto espécie e não sabem como lidar fundamentalmente com os novos paradigmas que afectam a maior classe produtora da sociedade, a classe média. Os esforços das várias caridades conseguem remendar feridas mas não curá-las porque a sociedade carece essencialmente de infraestruturas, não de soluções temporárias, para os, não tão novos, flagelos sociais.

Então o que nos previne de cooperar?

"..Se examinarmos todos estes problemas que acabo de mencionar são todos problemas que podiam ser eficientemente respondidos se as pessoas pudessem trabalhar juntas para o fazer. 
Estes são todos problemas criados pelo homem. 
Então a pergunta assim se torna, 'O que há em nós que nos previne de cooperar?', o que há nas nossas cabeças, quais são os obstáculos que previnem as pessoas de colaborar.."
Gregory Dahl é o autor de "One World. One People. How Globalization is shaping our Future".

Depois de estudar economia em Harvard, ele seguiu uma carreira de 27 anos como economista e oficial sénior do Fundo Monetário Internacional (FMI).


FOTO 1 por Daryl I @ Flickr
FOTO 2 por Daquella manera @ Flickr